LGPD na nuvem: como manter os dados da empresa em conformidade
Guardar dados na nuvem é permitido pela LGPD, mas exige cuidados. Veja os papéis de controlador e operador e o que exigir do fornecedor.
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Em um ataque de ransomware, as primeiras horas definem o tamanho do estrago. O que fazer: isolar os equipamentos afetados da rede, não pagar o resgate de imediato, preservar as evidências, avaliar se o backup está intacto, restaurar a partir de uma cópia limpa e cumprir as obrigações da LGPD se houver dados pessoais envolvidos. Quem tem backup imutável volta sem negociar com o criminoso.
Segunda-feira, 7 da manhã. Ninguém consegue abrir o ERP. Os arquivos do servidor estão com um nome estranho e, em cada pasta, aparece o mesmo arquivo de texto: os dados foram criptografados e, para recuperá-los, a empresa precisa pagar.
É assim que um ataque de ransomware costuma aparecer. O que a empresa faz nas horas seguintes decide se ela volta a operar em um dia ou em três semanas.
Ransomware é um tipo de ataque em que o criminoso invade o ambiente, criptografa os arquivos e sistemas da empresa e cobra um resgate para devolver o acesso. Em muitos casos, ele também copia os dados antes e ameaça publicá-los, para aumentar a pressão.
O alvo preferido hoje é justamente o backup: o ataque procura as cópias de segurança conectadas à rede e tenta apagá-las ou criptografá-las antes de se revelar.
Desconecte da rede os computadores e servidores comprometidos: tire o cabo de rede e desligue o Wi-Fi. O objetivo é impedir que o ataque se espalhe para outras máquinas e para o backup.
Evite desligar os equipamentos de forma brusca, se puder: informações na memória ajudam a investigação. Isolar da rede é a prioridade.
Pagar não garante que os dados voltem, nem que não serão vendidos ou publicados, e financia o próximo ataque. A decisão, se um dia for considerada, precisa passar pela diretoria, pelo jurídico e por especialistas, nunca no susto.
Não apague os arquivos criptografados nem a mensagem do criminoso. Anote o horário em que o problema foi percebido, o que estava na tela e quais sistemas foram afetados. Tudo isso será usado na investigação, no boletim de ocorrência e na comunicação com a ANPD, se for o caso.
Essa é a pergunta que define o resto: existe uma cópia que o ataque não alcançou? Confira se o backup está íntegro, de quando é a última cópia limpa e se ela está fora do ambiente que foi atingido.
Se o backup ficava no mesmo servidor, num HD conectado ou numa pasta da rede, é provável que também tenha sido criptografado.
Antes de restaurar, é preciso garantir que a porta de entrada do ataque foi fechada. Restaurar num ambiente ainda comprometido é ser atacado de novo. A restauração deve começar pelos sistemas mais críticos, como ERP e faturamento.
Se o ataque envolver dados pessoais (de clientes, pacientes ou funcionários) e puder gerar risco ou dano relevante às pessoas, a empresa deve comunicar a ANPD e os titulares afetados, em prazo curto. O regulamento da ANPD sobre incidentes de segurança prevê 3 dias úteis a partir do conhecimento do incidente.
Por isso o jurídico precisa entrar cedo. Entenda mais em LGPD na nuvem.
Este artigo tem caráter informativo e não substitui orientação jurídica ou de resposta a incidentes. Em caso de ataque, procure especialistas.
| Erro | Por que piora |
|---|---|
| Continuar usando a rede normalmente | O ataque se espalha para outras máquinas e para o backup |
| Pagar o resgate no impulso | Não garante a devolução dos dados e incentiva novos ataques |
| Apagar arquivos e mensagens | Destrói evidências da investigação |
| Restaurar antes de fechar a brecha | O ambiente é criptografado de novo |
| Descobrir só agora que o backup não funciona | Sem cópia limpa, sobram poucas opções |
A melhor resposta a um ransomware começa antes dele:
No backup imutável da DATACOR, a cópia fica no nosso data center, fora da sua empresa, e não pode ser alterada nem apagada durante a retenção. Nem pelo administrador, nem por um invasor com a senha dele. A cópia imutável pode ficar na DATACOR ou em outra cidade da nossa rede, e o ambiente é compatível com Veeam.
Para sistemas que não podem parar nem durante a restauração, o disaster recovery mantém um ambiente de contingência replicado a cada 5 minutos, que assume em média em 5 minutos.
Sofreu um ataque e ainda não é cliente? Fale com a gente: fazemos uma análise do cenário e indicamos a direção da resolução.
Isolar da rede os equipamentos afetados, não pagar o resgate por impulso, preservar as evidências, acionar TI, diretoria e jurídico, e verificar se existe um backup que o ataque não alcançou.
O pagamento não garante a devolução dos dados nem impede que eles sejam publicados, e financia novos ataques. A decisão nunca deve ser tomada no susto. Quem tem backup imutável consegue restaurar sem negociar.
A prioridade é desconectar da rede, tirando o cabo e desligando o Wi-Fi. Desligar de forma brusca pode apagar informações úteis para a investigação.
Se o ataque envolver dados pessoais e puder gerar risco ou dano relevante aos titulares, sim. O regulamento da ANPD prevê a comunicação em 3 dias úteis. O jurídico deve avaliar cada caso.
Protege quando existe uma cópia imutável e separada do ambiente principal. Backup em nuvem sincronizado e acessível com as mesmas senhas pode ser atingido pelo ataque.
Guardar dados na nuvem é permitido pela LGPD, mas exige cuidados. Veja os papéis de controlador e operador e o que exigir do fornecedor.
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